Aliança Google-Apple March 3, 2009
Posted by Carlos Duarte in : Internet, Tecnologia , add a comment
Nos últimos anos, as duas empresas trabalharam unidas contra um inimigo comum chamado Microsoft.
Como a Apple nunca teve ambições de transformar-se num motor de pesquisa suportado por publicidade contextual, nem o Google manifestou intenções de desenvolver um sistema operativo e hardware, o namoro de conveniência resultou.
Ao fim deste tempo, ambas as empresas trabalharam autonomamente, mas em sintonia. Em 2006, o CEO do Google, Eric Schmidt, até integrou a equipa de administração da Apple. Os resultados foram francamente positivos: a Apple aumentou a quota de mercado em quase todos os mercados internacionais e o Google solidificou a sua dominância online, sempre com a Microsoft tida como perdedora.
Durante o período de apogeo de Cupertino e Mountain View, o gigante de Redmond, não obstante apresentar contas animadoras, perdeu mercado nos sistemas operativos, nos browsers (as portas de acesso ao novo paradigma comunicacional) e atrasou-se ainda mais nos serviços online.
Ponto de viragem
A relação entre a Apple e o Google poderá mudar. O primeiro indício está no recente lançamento do browser da Apple Safari 4 beta. O Safari é um browser lançado antes do tempo numa estratégia de antecipação à chegada da versão Mac do Chrome, o browser do parceiro Google.
Pela primeira vez, os interesses de mercado de ambas as empresas não sintonizam, mas antes colidem. Acontece agora com os browsers como tenderá a acontecer nos dispositivos móveis no confronto iPhone (Apple) / Android (Google).
Num futuro mais distante, a colisão de interesses repetir-se-á na distribuição de conteúdos multimedia. O iTunes ganhará um adversário de peso à medida que o YouTube comercializar conteúdos de vídeo. A alta definição está operacional e a plataforma de comercialização encaminha-se a passos largos.
Por tudo isto, estes poderão ser os últimos dias de cordialidade entre o Google e a Apple.
Explodir servidores é divertido! February 19, 2009
Posted by Carlos Duarte in : Internet, Tecnologia , add a commentExplodir servidores é uma nova tendência de marketing no sector dos serviços de alojamento web. As empresas pretendem demonstrar que oferecem soluções de continuidade tão boas que nem a eliminação fisíca dos servidores representa um problema. Noutros casos, é apenas pura diversão eliminar equipamento ultrapassado.
A GoGrid, subsidiária da ServePath para o cloud computing, lançou recentemente uma série de vídeos promocionais, em NoHardware, nos quais o Dr. GoGrid, o próprio CEO da empresa, John Keagy, anuncia a destruição de diverso hardware.
A HP destrói um data center para demonstrar que utilizam uma tecnologia resistente a desastres. Em dois minutos, conseguem colocar a infraestrutura de dados disponível num servidor replicado.
A equipa do ShopperMagic demonstra que destruir um servidor em final de carreira pode ser muito divertido. Talvez uma forma de compensação pelas muitas noites que o técnicos de suporte passaram em branco devido a esta máquina.
Literalmente, um anónimo brinca com armas para reduzir a sucata um netserver LH-pro.
Um apito anuncia os momentos finais de um servidor detonado com explosivos plásticos C4.
Para quem não tem muitos recursos à mão, como armas ou explosivos plásticos, atirar o servidor do cimo de um prédio é sempre uma alternativa válida.
Uma mini-retroescavadora cilindra o velho servidor. Uma espécie de exorcismo para dar as boas-vindas ao novo equipamento.
(Vídeos recolhidos no Data Center Knowledge)
Microblogging December 18, 2008
Posted by Carlos Duarte in : Imprensa, Jornalismo, Tecnologia , 2comments
Na última quinta-feira, 11 de Dezembro, a Visão Link publicou uma reportagem sobre o Twitter (pdf aqui). Como seria de prever, fazem uma abordagem didática da ferramenta. O que será uma decisão acertada para quem desconhecia o Twitter, certamente a maioria da audiência da Visão Link. Pelo contrário, fica um certo sentimento de insaciedade entre os utilizadores frequentes, desejosos por serem surpreendidos com algo novo.
Apesar de todo o entusiasmo em torno do Twitter, convém lembrar quatro motivos de insatisfação que caracterizam o microblogging.
1) Não existem assim tantas opções no mercado. Temos o Twitter, o Friendfeed e o Identica. Já não temos o Pownce e o Jaiku congelou no tempo quando foi adquirido pelo Google.
2) Continua a ser difícil gerir a nossa própria informação nestes serviços. Muitas vezes não encontro links ou comentários que publiquei na minha conta de Twitter. Aliás, será que nestes serviços conhecem o princípio da portabilidade de dados?
3) Demasiados pontos de falha: desde a invasão dos spammers ou a dependência externa dos sistemas de encurtamento de endereços (da mesma forma que todos os dias aparecem novos tinyurls, também desaparecem outros que deixam milhares de links quebrados).
4) Para além da força dos utilizadores individuais, que geram discussões interessantes, são residuais os utilizadores em representação de organizações que já deram utilizações imaginativas aos serviços de microblogging. Uma situação especialmente lamentável entre os meios de comunicação social, que deviam compreender e ajustar-se aos novos canais de distribuição de conteúdos. Para não dizer que deviam estar na vanguarda.
Amazon EC2 disponível na Europa December 10, 2008
Posted by Carlos Duarte in : Internet, Tecnologia , add a commentA Amazon Web Services agora permite criar instâncias do EC2 em território europeu, na Irlanda. Mais uma boa notícia vinda da empresa de Jeff Bezos, sobretudo por permitir menores latências para o território europeu.
O modelo de negócio da plataforma EC2, baseado no pay-as-you-go, assume-se ainda mais como uma alternativa às tradicionais empresas de alojamento dedicado, que exigem períodos de fidelização alargados para conseguirem oferecer preços mais competitivos.
Quem é o vosso Twitter preferido? Quero subscrever… September 11, 2008
Posted by Carlos Duarte in : Blogues, Internet, Tecnologia , 1 comment so farColoquei a pergunta que serve de título para este artigo na minha própria conta de Twitter. As respostas não foram tantas como desejaria. Mesmo assim recebi um bom grupo de twitters preferidos que partilho agora neste blogue, como sugerido pelo Sérgio Rebelo.
(Podem acrescentar outras contas de Twitter preferidas nos comentários.)
Imprensa Premium December 26, 2007
Posted by Carlos Duarte in : Jornalismo, Tecnologia , add a commentNão oferecem merchandising ou vêm entulhadas de encartes publicitários mais volumosos do que as próprias páginas informativas das revistas. Distinguem-se pelo tratamento gráfico cuidado e conteúdos diferenciados. Isso reflecte-se no aumento do preço. São as publicações premium.
A inglesa Retro Gamer e a portuguesa BGamer, edição especial “Os 100 melhores videojogos”, são exemplos felizes de como a imprensa consegue repensar a publicação de conteúdos num período em que estes são uma commodity graças à profusão publicações online gratuitas.
O sector das publicações de electrónica de consumo, aqui abordado, enfrenta uma verdadeira crise existencial. Como pode o papel, uma vez por mês, competir com os sites de tecnologia que oferecem texto, áudio, vídeo ou interactividade quase em tempo real?
Hoje em dia, alguém que acompanhe os sites de tecnologia, ainda consegue ser surpreendido com os conteúdos da imprensa sobre tecnologia tradicional? Eu tenho cada vez mais dificuldades.

