Internet prime-time Abril 27, 2005

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«THIS year the combined advertising revenues of Google and Yahoo! will rival the combined prime-time ad revenues of America’s three big television networks, ABC, CBS and NBC, predicts Advertising Age. It will, says the trade magazine, represent a “watershed moment” in the evolution of the internet as an advertising medium. A 30-second prime-time TV ad was once considered the most effective—and the most expensive—form of advertising. But that was before the internet got going.» The Economist, 27 de Abril 2005

EUA-Europa, hoje como no passado Abril 27, 2005

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Embaixador José Cutileiro (Courier Internacional Portugal, 22-28 Abril 2005): «Os Estados Unidos e a Europa Ocidental garantiram a paz no mundo e sobrevivência da democracia entre a derrota da Alemanha nazi, em 1945, e o colapso da União Soviética, em 1991. Durante esse tempo houve guerras e guerrilhas em lugares variados do globo mas nenhuma dessas tragédias particulares levou a uma tragédia geral.

O enriquecimento, estimulado pelos Estados Unidos (entre 1948 e 1952, o Plano Marshall foi motor de arranque da economia europeia) teceu uma teia de relações transatlânticas económicas e financeiras.

Durante a década de 90, as relações económicas entre a Europa e Estados Unidos tinham-se tornado cada vez mais chegadas e interdependentes: companhias americanas haviam investido na Europa cerca de 380 mil milhões de dólares. Entre 2000 e 2004, essa tendência acentuou-se: o comércio transatlântico aumentou 12 por cento, passando de 422 mil milhões de dólares em 475. em 2003, ano do ataque ao Iraque, companhias americanas investiram 100 mil milhões de dólares na Europa; em 2004, 120 mil milhões. Por outro lado, durante a década de 90, três quartos do investimento estrangeiro nos Estados Unidos veio da Europa. Companhias americanas empregam cerca de 4,1 milhões de pessoas na Europa; companhias europeias empregam cerca de 4,4 milhões de pessoas nos Estados Unidos. Nenhuma das duas partes tem relações económicas de importância comparável com qualquer outra parte do mundo.»

Alusão aos pregadores anti-Bush Abril 27, 2005

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Embaixador José Cutileiro (Expresso, 5 de Março de 2005): «George W. Bush que, para muitos europeus, é um «cowboy» texano ignorante, um fanático evangélico de vistas estreitas, um cruzado anacrónico (para alguns, mesmo um criminoso de guerra), veio à Europa pregar a liberdade e democracia para o mundo – como já as tinha pregado no Congresso em Washington.

Alguns europeus torcem o nariz: por um lado, continuam a não gostar de Bush e a desconfiar das intenções americanas; por outro lado, são prudentes com a História; por fim, como comentou há dois anos o escritor francês Pascal Bruckner, não querem a paz, querem é que os deixem em paz. Mas outros europeus percebem que se criou uma oportunidade de juntar poder e vontade americana a «savoir faire» europeu, a fim de tornar mais decente e humana a governação em outras partes do mundo – incluindo o Cáucaso e o Médio-Oriente».

Sócrates take-away Abril 26, 2005

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Durante a última campanha para as Legislativas, o actual Primeiro-ministro José Sócrates apresentou resmas de soluções take-away que tinham como objectivo colocar Portugal na linha dos países mais desenvolvidos da Europa.

No entanto, durante a sessão de tomada de posse, José Sócrates presenteou-nos com a intenção de retirar a exclusividade da venda de medicamentos às farmácias. Importante, mas não me parece que isto seja assim tão urgente e importante para colocar Portugal no rumo da inovação e competitividade.

Semanas mais tarde, o mesmo José Sócrates empenha-se em repetir o referendo sobre o Aborto, mesmo depois dos portugueses já terem manifestado a sua posição sobre o assunto. O referendo ao Tratado Europeu deixou de ser prioritário para o actual executivo – nem o Presidente da República socialista compreende esta espontânea mudança de posição.

Qual é a próxima grande medida do executivo de José Sócrates para colocar Portugal na linha do desenvolvimento? A avaliar pelo passado recente, bem poderá ser a legalização dos casamentos homossexuais, tal como aconteceu recentemente em Espanha. Afinal de contas, depois do aborto, que medidas morais o BE e o PCP poderão exigir ao Primeiro-ministro socialista?

A decadência francesa Abril 24, 2005

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A França não é o centro do mundo, apesar do país viver nessa ilusão. Perante o iminente NÃO dos franceses à constituição europeia, o presidente Jacques Chirac esforça-se por passar a ideia de que a culpa é da directiva Bolkestein para os serviços na União Europeia, apresentada pelo presidente da Comissão Europeia, Durão Barroso. O objectivo é demonializá-lo para no fim ser o rosto do fracasso francês. Mas, na verdade, o fracasso é unicamente da crise existencial que a França enfrenta nas últimas décadas, com a emergência da aldeia global anglófona. O país sente-se desenquadrado no novo cenário geo-estratégico, cultural e económico internacional. Jacques Chirac, que até interferiu na televisão pública francesa no sentido de impedir que Durão Barroso apresentasse os seus argumentos sobre a directiva Bolkestein, é o espelho desta decadência francesa.

Televisão de repetição em massa Abril 1, 2005

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A cobertura televisiva dos últimos momentos de vida do Papa João Paulo II será, no futuro, um estudo de caso de como os jornalistas recriam uma narração de novos acontecimentos mesmo que estes não existam.

Ao longo do dia de hoje, apesar da anunciada degradação do estado de saúde de João Paulo II, não existiram acontecimentos relevantes para além dos comunicados do Vaticano. No entanto, as televisões ainda não pararam de repetir as mesmas imagens e as mesmas perguntas.

Convém recordar Pierre Bourdieu: «Os jornalistas têm os seus “óculos” particulares através dos quais vêem certas coisas e não outras; e vêem de uma certa maneira as que vêem. (…) Os jornalistas, grosso modo, interessam-se pelo excepcional para eles. O que pode ser banal para outros poderá para eles ser extraordinário, ou vice-versa.»