Next Big Thing Março 22, 2005

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Soluções informáticas que vão mudar as nossas vidas nos próximos meses:

Sandbox: Este produto Microsoft é um RSS feed aggregator. Ou seja, útil para os nossos blogs, que serão integrados nas nossas pesquisas, tal como começa a fazer o Google Desktop.

Pluck: Este é um 2 em 1 «para pessoas que vivem a Web». Para além do normal software para puxar os feeds, este feed aggregator surge também na opção web. É uma espécie de Gmail dos blogs.

IE 7.0: Séptima versão do Internet Explorer. Agora é que veremos se o Firefox é moda ou não.

Em defesa das Mulheres Março 10, 2005

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«Defining your “ideal worker” as someone who works 60 hours a week is not good business. You are choosing whom to keep based on the schedule they can keep, not based on the quality of their work.» Emily Yellin (Time Magazine), autora de Our Mother’s War: American Women at Home and at the Front During World War II.

Eurochantagem Março 3, 2005

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Portugal será o último estado-membro a referendar a adesão à Constituição Europeia, algures em 2006. Isso é um mau sinal. O único argumento de campanha, partindo do princípio que os restantes países europeus já terão aprovado o Tratado, será de que não podemos ser a ovelha negra da família.

Nunca se discutiu as questões europeias em Portugal. A Convenção Europeia que redigiu este documento, já referendado positivamente em Espanha, chamou-se «Convenção sobre o Futuro da Europa». No entanto, os nossos partidos políticos vão pedir um «sim» aos cidadãos quando nem esses partidos sabem, exactamente, qual será o futuro da Europa se seguirmos a Constituição Europeia.

Alimenta-se a falsa ideia de que a Europa só se pode construir seguindo sempre um único caminho. Está errado. Voto «NÃO» no próximo referendo de 2006. A União Europeia não pode erguer-se à margem dos povos europeus.

O Papa e o desassossego dos jornalistas (2) Março 3, 2005

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Existe um tempo dos media e um tempo das instituições. Cada um funciona à medida do seu próprio relógio. O Vaticano e a figura papal têm as suas próprias regras há milhares de anos e não devem ajustar-se à velocidade que os jornalistas querem agora imprimir aos acontecimentos.

Este é o segundo internamento de João Paulo II no prazo de um mês. No primeiro internamento, o comportamento dos serviços de comunicação do Vaticano assumiu uma política de “porta aberta” - bem distinta, portanto, da que adopta neste momento. Nessa altura, não se ouviu uma única critica da boca dos jornalistas. Havia novidades.

Ou melhor, houve uma espécie de “bolsa de valores” do estado clínico do Papa. Um dia, os jornalistas diziam que estava a recuperar, noutro dia diziam que estava a piorar. Um sobe e desce que expunha o Papa à sua figura de “homem frágil” e não à figura de “homem santo”. É compreensível que a Igreja pretenda proteger a o seu número um.

O Papa e o desassossego dos jornalistas (1) Março 3, 2005

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Os jornalistas vivem das novidades. O problema surge quando essas novidades escasseiam. É como se um professor tentasse dar aulas sem alunos, um piloto tentasse ganhar uma corrida sem combustível ou como se um padeiro tentasse fazer pão sem farinha.

Ao longo da última semana, os jornalistas têm sentido muitas dificuldades em noticiar o mau estado de saúde o Papa João Paulo II. Os serviços de informação do Vaticano limitam ao máximo as fugas de informação (proibindo os médicos de falar com a comunicação social, por exemplo) e convocam os jornalistas para conferências de imprensa onde se fazem briefings pouco elucidativos da real situação clínica do Papa.

Resultado: os jornalistas procuram novidades, mas não conseguem devido à política de sigilo do Vaticano. Então como tentam contornar a situação? Simplesmente criticam essa política de sigilo do Vaticano, sem acrescentar nada de novo aos reduzidos briefings papais.

Os jornais, a rádio e a televisão passaram, assim, a dar voz a uma classe contestária. Os jornalistas versus Vaticano. Os jornalistas criticam e ainda transmitem as críticas dos colegas estrangeiros. Nisto tudo, só estão a esquecer uma coisa muito importante: só porque os jornalistas querem notícias, isso não significa que devem ser eles a gerir a agenda dos serviços de informação do Vaticano. Por isso, os jornalistas estão a agir mal.