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Ar Puro

No que à política nacional diz respeito, já repararam como a ausência, nos últimos dias, de José Socrates, Francisco Louça e Paulo Portas (Santana Lopes também tem sido discreto) tem contribuído para purificar o ar que respiramos?

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«O fedelho do Bloco de Esquerda»

Avelino Ferreira Torres sobre um dirigente local do Bloco de Esquerda.

Sampaio, o presidente com medo da história

Sampaio no meu livro de recordações:

1º Sampaio a dançar pobre de bêbado num jantar aquando da primeira campanha eleitoral para as Presidenciais. Cambaleando, tentava não se espatifar no chão. Quem não se lembra daqueles óculos e daquele penteado fantásticos?

2º Sampaio passivo e despreocupado na altura em que o país foi deixado ao abandono quando o então primeiro-ministro, António Guterres, assumiu a presidência da União Europeia. O mal dos males socialista terá começado nessa altura.

3º Sampaio falador e até rabugento quando Bagão Felix, durante o mandato de Durão Barroso, iniciou o processo de discussão do novo Código de Trabalho. Comportamento demasiado imparcial para esquecer.

4º Sampaio dizendo ao país – em Julho passado, aquando da nomeação do Governo de Santana Lopes – que estaria especialmente atento à acção governativa da Coligação PSD/PP. Mas os governos, a partir do momento em que são legitimados pela Assembleia da República e Presidente da República, não merecem todos a mesma atenção e consideração?

5º Sampaio, desde terça-feira, sem dizer ao país porque demitiu um Governo de maioria. Sampaio tem medo do que a história vai dizer dele? Sampaio não resistiu à deriva socialista? Sampaio participa em alguma cabala socialista?

Alberto João Jardim diz o que todos pensam

Citando Jardim acusa Sampaio no Expresso:

«O Presidente da República tem de ser criticado por esta atitude», afirmou. «Não se dá posse ao Governo no mês de Julho para a seguir o demitir no mês de Novembro só porque há uns senhores da comunicação social que batem no Governo, só porque há uns senhores empresários a quem este Governo não fez os fretes a que estão habituados que se lhes façam neste país», disse Alberto João Jardim.

Na opinião de Alberto João Jardim, o Governo foi demitido porque «o PS teve tempo para se ver livre de Ferro Rodrigues, que era conveniente que se visse livre dele, e tem, agora, já, uma direcção que é uma cópia da direcção Guterres para pior e, portanto, estavam criadas as condições para o PS já poder ir a eleições».