«Ideias do século passado»

O destino da União Europeia está dependente de «ideias do século passado». Os eurodeputados de Esquerda e alguns comentadores políticos portugueses consideram que o italiano Rocco Buttiglione, destacado para a pasta da Justiça, não tem direito a defender as suas próprias ideias sobre a homossexualidade e a posição da mulher na família. Dizem não entender como possa haver pessoas no século XXI que defendam tamanhas iressias. Nada de surpreendente para estes eurocratas politicamente correctos que alimentam posições viscerais contra a doutrina social da Igreja. Uma corrente anti-católica graça na UE. Depois dos problemas com a referência, no texto da Constituição Europeia, à herança católica no construção do velho-continente, também Durão Barroso enfrenta agora pressões para excluir o seu comissário italiano sob risco do Parlamento Europeu votar «não» à equipa do antigo Primeiro-Ministro Português.Mas, por acaso, as ideias e os valores têm prazos? Qual é o limite para as «ideias» serem aceites pelo pensamento politicamente correcto que graça nos corredores de Bruxelas? Rocco Buttiglione não tem direito a partilhar a sua posição sobre a homossexualidade ou sobre o papel da mulher? É pecado não partilhar do pensamento «soft» dos eurodeputados de Esquerda? Qual é a «ideia do século passado mais antiga» que devemos valorizar: liberdade de conviver e aceitar democraticamente pensamentos diferentes; ou exigir que o povo pense como uma minoria manda pensar?

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